ANATOMIA DO NARIZ

O nariz participa da respiração e do olfato, é uma passagem côncava que liga as narinas ao alto da garganta.
Na parte superior do nariz, do tamanho aproximado de 1 cm2, está situada a mucosa olfativa, responsável por nossas sensações olfativas.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DO NARIZ

Filtrar, aquecer e umedecer o ar inalado antes que ele passe para o resto do trato respiratório.

ESTRUTURA

O nariz é a passagem de ar que liga as narinas, localizadas na parte anterior, à região superior da garganta (nasofaringe) localizada na parte posterior O septo nasal que separa as narinas, é feito de cartilagem na frente e osso atrás, dividindo as passagens em duas câmaras. Dois pequenos ossos (ossos nasais) projetam-se da parte anterior do crânio, formando o topo da ponte do nariz; o remanescente é cartilagem. O teto da passagem nasal é formado por ossos da base do crânio (etmóide e lamina cribrosa), as paredes pelo maxilar superior e o chão pelo palato duro.
De cada parede lateral, projetam-se 3 conchas (3 placas de ossos descendentes, finas e encurvadas); as conchas são cobertas por tecidos e aumentam consideravelmente a área da superfície nasal.
Na parte de dentro do teto nasal (osso etmoidal) está situado o bulbo olfativo, que projeta pequenos cílios através de minúsculas passagens existentes no osso que separa o bulbo. Estes cílios são as terminações dos nervos olfativos e são semelhantes a pequenos fios de cabelo e os responsáveis pela captação de moléculas que causam a sensação olfativa.

A RECEPÇÃO DE MOLÉCULAS
Os cílios olfativos partem das células receptoras, que formam um epitélio de aproximadamente 10 milhões de células (células receptoras e células de apoio). As células receptoras é que captam as moléculas aromáticas enviando através de neurônios impulsos nervosos ao cérebro, o qual reconhece a molécula e a identifica.
As células receptoras possuem um ciclo de vida relativamente curto. Seu ciclo varia em torno de 4 a 5 semanas. Provêm de células basais que ganham volume, duplicam seus cromossomos e se dividem. Quando amadurecem é que os cílios olfativos se desenvolvem e então são capazes de captar as moléculas aromáticas, depois de maduras vivem por um período de tempo que varia em relação a intensidade de seu uso. Quando se degeneram são expelidas junto com secreções nasais ou engolidas e digeridas pelo sistema digestivo.

SISTEMA LÍMBICO
É uma área em forma de anel situada na parte central do cérebro, constituída por um aglomerado de células nervosas interligadas.
O sistema límbico influencia o sistema nervoso autônomo (que regula automaticamente as funções corporais), as emoções e o sentido do olfato.
As subestruturas internas do sistema límbico possuem nomes específicos: hipocampo, fornix cerebral e corpo mamilar.

HIPOCAMPO: Formação elevada e curva, consistindo amplamente em substância cinzenta, ao soalho do como inferior de ventrículo lateral. Exerce a função central do sistema límbico.

FORNIX CEREBRI: Trato de fibras arqueadas que correm sob o corpo caloso; anteriormente se divide em duas colunas, indo ao corpo mamilar de cada lado; posteriormente ele se divide em duas pernas, cada uma indo para cada um dos hipocampos.

CORPO MAMILAR: Uma de duas massas esféricas de substância cinzenta no espaço interpeduncular, na base do cérebro. Elas recebem os estímulos olfativos do hipocampo através do fórnix e os transmitem ao núcleo anterior do tálamo, pelo trato mamilotalâmico.

A maior parte do nosso conhecimento, sobre o sistema límbico vêm do estudo do comportamento animal e de pessoas que sofreram lesões ou doenças em seu sistema límbico.
As alterações mais comumente observadas foram na resposta emocional, como choro ou riso inapropriados, raiva facilmente despertada, medo injustificado, ansiedade, depressão e interesse sexual excessivo.

GLÂNDULAS APÕCRINAS E FEROMÔNIOS
As glândulas apócrinas são as que elaboram um suor com odor característico,
conhecido por feromônio; são maiores e situadas mais profundamente do que as glândulas écrinas (glândulas sudoríparas comuns), sendo encontradas nas regiões axilar, mamaria, anal e genital. Ao funcionar, as células glandulares perdem algo de sua substância citoplasmática.
Não devemos confundir as glândulas apócrinas com as glândulas écrinas. As glândulas écrinas estão espalhadas por todo o corpo e sua função é a manutenção da temperatura do corpo.
Já as glândulas apócrinas reagem as emoções, como medo, irritação e excitação sexual. As glândulas apócrinas parecem hoje ser somente resquícios de um antigo sistema sensitivo desempenhou um importante papel no comportamento social do homem; suas secreções serviam para excitação sexual e para demarcações de territórios.